“A mais bela profissão de fé é aquela que, como um raio, dissipa as trevas da sua alma.” (Padre Pio de Pietrelcina)

O Sacramento da Crisma

A Crisma é o Sacramento que confere a efusão do Espírito Santo ao que já é batizado.  Os Apóstolos ministraram esse Sacramento desde os primórdios da Igreja. Todos os batizados devem participar da plenitude das graças do Espírito Santo com que Jesus presenteou a sua Igreja na festa de Pentecostes. Para isso Jesus instituiu o Sacramento da Crisma ou Confirmação. Os textos bíblicos mostram isso: “Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João. Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo, visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. Então os dois Apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo”. (At 8,14-17)

O essencial no rito da Crisma é a unção com óleo sagrado sobre a fronte, pelo Bispo, acompanhado das palavras: “Fulano, recebe, por este sinal, o dom do Espírito Santo”.

A recepção deste sacramento é necessária à consumação da graça batismal. Muitos adultos infelizmente não foram ainda crismados; e muitos pensam que este Sacramento não é obrigatório, estão enganados. Todos os cristãos precisam ser crismados.

“Pelo sacramento da Confirmação [os fiéis] são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras” (LG, 11).

Jesus foi ungido com o Espírito Santo, mas esta unção não era apenas para o Messias; mas também para todo o povo de Deus. Várias vezes Cristo prometeu esta efusão do Espírito, promessa que realizou primeiramente no dia da Páscoa (Jo 20,22) e, depois, no dia de Pentecostes. Repletos do Espírito Santo, os Apóstolos começam então a proclamar “as maravilhas de Deus” (At 2,11), e Pedro começa a declarar que esta efusão do Espírito Santo é o “sinal dos tempos messiânicos”. Os que então creram na pregação apostólica e que se fizeram batizar também receberam o dom do Espírito Santo.

O “cristão” é aquele  que é “ungido” e que deriva a sua origem do próprio nome de Cristo, ele que “Deus ungiu com o Espírito Santo” (At 10,38). O sacramento da Crisma quer reavivar em cada fiel, agora jovem, esta plenitude do Espírito Santo para que ele seja testemunha de Cristo no mundo, com muita coragem, inspiração e sabedoria. Sem o Espírito Santo o cristão não tem força para vencer o pecado, o medo e a tibieza espiritual.

Prof. Felipe Aquino

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